Oficina de Competitividade oferece capacitação para que empresas elaborem Plano de Negócios Internacionais

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Parceria entre a ApexBrasil, a Fundação Carlos Alberto Vanzolini e o Sebrae traz oportunidade de qualificação em diversos temas sobre comércio internacional para empresas e profissionais que desejam adentrar o mercado externo

O mercado internacional requer objetividade, informações de qualidade que confiram agilidade para que os empresários superem os diversos entraves que surgem no dia-a-dia das exportações. Na manhã desta quinta-feira (23), as empresas que desejam internacionalizar seus negócios e os profissionais interessados em atualizar seu currículos tiveram oportunidade de se capacitar para fazer um plano de negócios internacional, a fim de tornar esse processo mais previsível e bem-sucedido. Organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a Fundação Carlos Alberto Vanzolini (FCAV) e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a oficina de capacitação Plano de Negócios Internacionais trouxe diversas técnicas, reflexões e exercícios práticos pensados dentro da ampla expertise das instituições, para ser um auxílio efetivo nesse caminho de expansão comercial.

As Oficinas de Competitividade se inserem nas iniciativas de capacitação da Agência. “A ApexBrasil tem quatro principais eixos de ação: a capacitação, a inteligência de mercado, a promoção comercial de empresas que já estão prontas para se internacionalizar e a atração de investimentos estrangeiros. As Oficinas de Competitividade fazem parte das ações de capacitação e a ideia é trazer conhecimentos práticos e objetivos sobre pontos específicos que sejam essenciais para clarificar e facilitar o processo de expansão internacional das empresas”, explica o analista da ApexBrasil, João Gabriel Solar.  

Segundo o representante do Sebrae presente à capacitação, Gustavo Reis, a porcentagem das empresas brasileiras que pensam em exportar ainda é baixa. “Qualificar as empresas brasileiras para a exportação é um desafio, mesmo porque poucos CNPJs pensam ou se preparam para o mercado estrangeiro. Qualificações como essa são, portanto, muito bem-vindas, pois demonstram que há oportunidades de internacionalização e que é possível exportar, mesmo para as pequenas e microempresas”, comenta.

Plano de negócios

A oficina foi ministrada pelo professor Antônio Carlos Tonini, economista graduado pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), com especialização em qualidade de produtividade e mestrado e doutorado em engenharia de produção. Tonini é consultor da FCAV em gestão empresarial, gestão de projetos e de inovação, gestão de processos para exportação. Segundo ele, o plano de negócios é um primeiro passo para as empresas que desejam se internacionalizar. Antes de tudo, as empresas precisam entender as razões pelas quais decidiram adentrar o mercado internacional, assim como as características e as necessidades desse mercado em que desejam se inserir.

Um dos exemplos utilizados pelo professor foi a internacionalização da uma rede de fast food brasileira para os Estados Unidos o México. Alguns dos desafios encontrados foram a diferença de paladar nos países alvo e, até mesmo, situações políticas que inviabilizaram o negócio. “Esse exemplo nos mostra que há decisões que podemos planejar, mas que há elementos imponderáveis, que estão fora do nosso escopo e que não temos como controlar. Por isso, é preciso estar sempre atento e bem informado a respeito dos mercados que elegemos para fazermos melhores escolhas”, esclarece.

Preparação, pesquisa e segmentação

O olhar da empresa também precisa se voltar para dentro, a fim de vislumbrar as próprias possibilidades, as mudanças necessárias na linha de produção, e se é preciso adaptar os produtos ou serviços, de acordo com as especificações técnicas e alfandegárias para o novo mercado. O plano também deve contemplar como será a produção e a distribuição em outro país, se a empresa já tem funcionários que dominam o novo idioma, como será a divulgação e, principalmente, qual é o público-alvo a que se deseja chegar, bem como as concorrentes e lacunas que deixam abertas junto à clientela.

Com todos esses instrumentos em vista, é possível fazer uma análise precisa da situação da sua empresa, do mercado-alvo, das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que envolvem o projeto de expansão internacional. Considerar todos esses fatores não exclui os riscos que são inerentes ao processo de internacionalização, mas, seguramente, faz com que o caminho seja mais coerente e com que se possa corrigir rumos, caso haja dificuldades ou rearranjos a serem realizados.

O planejamento financeiro é um ponto fundamental: o processo de internacionalização tem vistas a gerar lucro para a empresa, ainda que no médio ou longo prazo. Um exercício sugerido pelo professor Tonini é que a empresa faça uma projeção de fluxo de caixa, e uma comparação com outras possibilidades de investimento e rendimento. Além disso, as empresas devem se informar sobre impostos, taxas, isenções e o câmbio a que as exportações estão sujeitas. E fazer uma análise de riscos, a fim de mapear as ocorrências prováveis e se prevenir contra elas.

O professor enfatiza a necessidade de as empresas prepararem seus pitches e de tratarem seu plano de negócios de forma organizacional, ou seja, pensada dentro da lógica da organização. Tonini também chama a atenção para a responsabilidade que as empresas têm ao exportar. “Quando você comercializa um produto internacionalmente, você leva a cultura, você leva a imagem do Brasil para fora. Quando você consome um produto internacional, você se lembra de onde é, nós fazemos isso intuitivamente. E com os nossos produtos não é diferente, nós levamos para fora a imagem do Brasil”, afirma.

Oficinas de Competitividade

As Oficinas de Competitividade são uma solução oferecida pela ApexBrasil, em parceria com a FCAV e com o Sebrae a fim de informar e treinar as empresas e seus profissionais sobre temas específicos de comércio exterior, de forma simples e prática. Os cursos são ministrados online, com 4h de duração, e são ministrados por especialistas em cada tema, com viés prático e abrangente.

As próximas oficinas serão Contratos Internacionais, em 21 de julho, e Como simular uma exportação para um mercado-alvo, em 18 de agosto.

ApexBrasil

A ApexBrasil atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos, apoiando atualmente cerca de 15 mil empresas em 80 setores da economia brasileira. Também já atendeu mais de 1.300 investidores e mais de 118 projetos no valor de US$ 23 bilhões em investimentos anunciados no Brasil. A Agência faz parte do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, por meio do qual conta com mais de 120 escritórios no mundo, e trabalha em estreita colaboração com outros ministérios, órgãos reguladores e entidades de classe.

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