Brasil é o centro de Corporate Venture Capital da América Latina

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Durante abertura do Corporate Venture in Brasil, líderes dos principais fundos globais desta modalidade de investimento destacam o protagonismo do país na região e as oportunidades crescentes para quem deseja investir em inovação

Aproveitar uma oportunidade em Corporate Venture Capital (CVC) requer duas ações: saber reconhecê-la e agir de forma proativa e assertiva para, de fato, realizá-la de forma efetiva. E o Brasil é um mercado fértil em oportunidades. Essa, entre outras reflexões acerca do mercado de CVC no Brasil, foi o tema do painel de abertura do Corporate Venture in Brasil (CV in Brasil), “Insights de Capitalistas de Risco Corporativos Internacionais – Casos e Tendências”. O evento, que está sendo realizado nesta terça-feira (25) e quarta (26), em São Paulo, é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pela Global Corporate Venture (GCV), empresa de consultoria e educação sobre essa modalidade de investimento em todo o mundo.

Se, por um lado, o ecossistema de inovação é responsável por ofertar as possibilidades de investimento, por outro, o CV in Brasil tem o objetivo de auxiliar fundos, investidores e empreendedores no debate, networking e viabilização de negócios e investimentos. De acordo com o fundador da GCV, James Mawson, esta é a sexta vez que a organização realiza o CV in Brasil em parceria com a ApexBrasil, no intuito de impulsionar soluções tecnológicas, digitais e sustentáveis para os mais diversos setores.

“Nós estamos vendo a mudança no mercado. Alguns países têm vantagens quando se pensa em empreendedorismo, principalmente aqueles em que as pessoas precisam trabalhar duro para ir em frente com suas ideias. Mas para reconhecer aquelas que realmente irão trazer as soluções disruptivas em nível local e global, é preciso treino, além de experiência para a construção de uma estratégia de investimentos. É o que estamos fazendo”, comentou ele sobre a iniciativa.

O painel contou com a presença de quatro dos maiores players no mercado de CVC em todo o mundo: a diretora do BTomorrow-Ventures (BAT), um fundo de investimentos da Souza Cruz, Lisa Smith; o diretor global de CVC da BASF Venture Capital, Markus Solibieda; CEO e diretor da Yamaha Motor Ventures, Kei Onishi; e o gerente de Investimentos Financeiros da Evonik Venture Capital, Jonas Ide. Os participantes apontaram o Brasil como um dos principais destinos e pontos de atenção para montar suas estratégias.

Dados da GCV revelam que em 2021 foram investidos US$ 15,9 bilhões em Venture Capital na América Latina, um recorde para a região. Até o terceiro trimestre deste ano, o montante chegou a US$ 6.6 bilhões, o segundo maior desde 2015, quando os valores são registrados.

Fintechs e Agritechs

As empresas com foco em novas tecnologias financeiras, conhecidas como fintechs, e para o agronegócio, as agritechs, são duas das vertentes mais buscadas no Brasil. Segundo Solibieda, o agronegócio brasileiro é reconhecido mundialmente, então, é previsível que o país desenvolva soluções interessantes nesse setor. “Nós estamos focados em soluções digitais. Além disso, temos em mente que é preciso educar para aprender e que a economia circular e as questões climáticas têm se tornado temas tão importantes quanto a digitalização”, ressaltou. A empresa realizou seu primeiro investimento em CVC no Brasil este ano. “Esse é o começo da nossa jornada no país, um ambiente incrível”, concluiu.

Ponto comum entre os participantes do painel é a importância do fortalecimento de uma rede de empreendedores, investidores, gestores de fundos, ou seja, de todos os profissionais relacionados a este mercado. “Essa é a base que, quanto mais sólida, mais dá segurança para que o CVC cresça. E ainda que haja turbulências no setor, como o CVC é um investimento de longo prazo, então, torna-se mais fácil lidar com os altos e baixos”, comentou Kei Onishi. A respeito das baixas atuais no setor, os participantes avaliaram que o Brasil não tem sofrido tanto. De acordo com Jonas Ide, em razão das avaliações das startups brasileiras não serem tão altas e pelo mercado ser relativamente novo no país, as quedas vistas em nível global neste ano não geraram crescimento negativo para o setor no país.

Os números confirmam. Dados da ApexBrasil mostram que, entre 2016 e 2021, houve um salto de 800% no número de corporações investindo em CVC, passando de 13 para 104. “A inovação é um trabalho que requer visão. E todos vocês que estão aqui são visionários. A percepção do mercado em relação ao Brasil mudou, mas são vocês, que avaliam e têm a visão em primeiro lugar, que conseguem prospectar e impulsionar a inovação, assim como a ApexBrasil que tem trabalhado nesta direção desde sua criação, há 25 anos”, disse o diretor de Negócios da ApexBrasil, Lucas Fiuza, em sua declaração de abertura do evento.

Corporate Venture in Brasil

Trata-se de uma modalidade de investimento por meio do qual grandes corporações investem diretamente em startups e empresas inovadoras ou em fundos que realizam a operação. Para promover a atração de recursos para o país, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) organiza desde 2015 o Corporate Venture in Brasil, realizado em parceria com a Global Corporate Venturing (GCV). A sexta edição do evento ocorre nos dias 25 e 26 de outubro, no Hotel Intercontinental, em São Paulo. O CV in Brasil tem como objetivo impulsionar o ambiente para esse tipo de investimento, promover a troca de experiências entre fundos, startups e executivos, e fomentar atividades empreendedoras em companhias brasileiras. É uma oportunidade para que grandes corporações e empresas investidoras dialoguem com fundos de capital empreendedor em fase de levantamento de recursos, e com empresas e startups inovadoras. Além disso, proporciona o espaço para exposição de melhores práticas e estudos de caso do ecossistema brasileiro de inovação e de investimentos globais em tecnologia.

ApexBrasil

A ApexBrasil atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos, apoiando atualmente cerca de 15 mil empresas em 80 setores da economia brasileira. Em conjunto com a ABVCAP, a ApexBrasil trabalha para atrair investimentos para gestores de private equity e de venture capital e atua diretamente para atrair investimentos e parcerias tecnológicas para empresas inovadoras. Em 2021, a Agência atuou na facilitação de 35 projetos de investimentos, com anúncios de aproximadamente US$ 13,8 bilhões. Deste total, cerca de 40% são de anúncios de investimentos realizados para o setor de Venture Capital e Private Equity (VCPE). 

A Agência faz parte do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, por meio do qual atua em coordenação com mais de 120 escritórios no mundo (os Setores Comerciais das Embaixadas e Consulados Brasileiros – SECOMs), e trabalha em estreita colaboração com outros ministérios, órgãos reguladores e entidades de classe.

Tema: Atração de Investimentos Estrangeiros
Mercado: Não se aplica
Setor de Exportação: Não se aplica
Setor de Investimento: Venture Capital e Private Equity
Setor de serviços: Não se aplica
Idioma de Publicação: Português

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