Women in Venture reúne cerca de 100 lideranças femininas para ampliar voz das mulheres nas decisões de capital e inovação

14/09/2026
Mulheres e Negócios Internacionais

Por: Comunicação ApexBrasil

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Em sua quinta edição, agenda paralela ao Corporate Venture in Brasil fortalece conexões entre investidoras, empreendedoras e corporações e destaca a participação feminina nas decisões sobre investimentos, inteligência artificial e novos negócios

As decisões sobre quais tecnologias recebem investimentos, quais empresas ganham escala e quais soluções chegam ao mercado passam, cada vez mais, pela articulação entre capital, inovação e diferentes perspectivas de liderança. Mas, quando falamos sobre mulheres tomando decisões de investimentos que direcionam a fronteira da inovação, ainda há muito espaço a ser ocupado.

É nesse contexto que o Women in Venture 2026 reuniu, nesta segunda-feira (14), no WTC Events Center, em São Paulo, cerca de 100 mulheres do ecossistema de inovação, entre investidoras, empreendedoras e executivas, para discutir como ampliar a participação feminina nos espaços em que são definidos os rumos do capital e dos negócios.

Audiência acompanha a programação do Women In Venture 2026.

Em sua quinta edição, o encontro, organizado pela ApexBrasil e pelo Global Corporate Venturing (GCV), com apoio da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), integra a programação paralela do Corporate Venture in Brasil 2026, realizado nos dias 15 e 16 de setembro. Sob o tema “Mulheres Moldando as Decisões que Definem o Futuro da Inovação”, a iniciativa abordou inteligência artificial, investimentos, gestão de portfólios, empreendedorismo feminino e as relações entre fundadoras, investidoras e corporações.

A discussão ocorre em um momento de transformação do mercado global de venture capital. No segundo trimestre de 2026, foram investidos US$ 227,4 bilhões em 8.440 operações no mundo, o segundo maior resultado trimestral da série, impulsionado principalmente por grandes rodadas relacionadas à inteligência artificial. No Brasil, o investimento em venture capital chegou a US$ 391,6 milhões no mesmo período.

Na abertura institucional, a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, destacou a evolução do Women in Venture desde sua primeira edição e a atuação da Agência para ampliar as oportunidades para mulheres tanto na promoção de exportações quanto na atração de investimentos. Para Maria Paula, ampliar essa presença também passa por compreender a inovação para além da dimensão estritamente tecnológica. 

Nós da ApexBrasil temos apoiado cada vez mais mulheres em diferentes iniciativas, tanto na promoção de exportações quanto na pauta de investimentos. Há cinco anos, quando foi realizada a primeira edição, era apenas um café da manhã, que evoluiu para networking, e fomos cada vez mais trazendo a pegada de negócios para que nós, mulheres, possamos conquistar esse espaço. A inovação não fala só de tecnologia. Está nas pessoas, nas empresas e se traduz em negócios. Então, isso tem que estar incorporado no dia a dia de cada uma de nós. A mulher precisa se envolver profundamente em todos os temas a que se propõe.
Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil

A Head of Development Latam do Global Corporate Venturing, Ivana Beltrão, ressaltou a consolidação da edição brasileira da iniciativa. Segundo ela, o Women in Venture realizado no país é o mais procurado entre as edições promovidas pelo GCV em diferentes mercados e conta com um público recorrente. “No evento, tivemos cerca de 100 mulheres participando com uma dinâmica interessante em formato de aquário, onde as mulheres que estão na audiência podem contribuir diretamente no debate. Por meio dessa dinâmica e do diálogo entre as mulheres é que sabemos que as pontes serão construídas”, afirmou.

Já a Presidente do Conselho da ABVCAP, Priscila Rodrigues, chamou atenção para o avanço das mulheres a posições que influenciam diretamente a alocação de recursos. “Temos hoje grandes lideranças femininas no processo de decisão por investimentos, o que permite que elas possam ter uma voz ativa na decisão de alocação de capital. O desafio é mostrar essa qualidade de mulheres que são tomadoras de decisão”, destacou. Para ela, ampliar a diversidade entre gestores e tomadores de decisão também significa incorporar diferentes formas de avaliar negócios e riscos.

 

Capital, impacto e liderança em uma nova era do Corporate Venture

A programação contou com a palestra keynote “20 anos entre capital e impacto: liderança para uma nova era de corporate venture”, conduzida por Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood. A sessão discutiu como liderança, estratégia e mecanismos de execução podem direcionar capital para iniciativas de impacto e transformar intenção em escala, além do papel da inteligência artificial, dos dados e da inovação aberta na identificação de oportunidades e na tomada de decisões em corporate venture.

Ao compartilhar experiências acumuladas ao longo de sua trajetória, Luana destacou a relação entre acesso ao capital, autonomia e transformação das estruturas de poder. “Foi muito interessante poder compartilhar um pouco das histórias de superação de mulheres do mundo todo e que conseguiram utilizar o capital para libertação, empoderamento e mudar a estrutura de poder. Falei sobre o método de impacto e sustentabilidade para fazer tanta coisa inovadora e escalável”, afirmou.

Para a executiva, dominar as novas ferramentas que estão transformando os investimentos será fundamental para que as mulheres ampliem sua participação no ecossistema. 

A IA e o Corporate Venture vão mudar completamente a nossa maneira de tomar decisões e nós, mulheres, precisamos dominar essas ferramentas para escalar nossos negócios, tomar melhores decisões e usar o Corporate Venture para tornar nossos negócios empreendimentos de impacto.
Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood

 

Da inteligência artificial aos pitches de startups lideradas por mulheres

A agenda avançou ainda sobre alguns dos principais desafios enfrentados atualmente por investidoras e empresas. No painel “Entre o hype e o retorno: decisões de portfólio na era da IA”, especialistas discutiram os efeitos da inteligência artificial sobre critérios de investimento e gestão de portfólios. Participaram Maria Beatriz de Orleans e Bragança, da Headline; Carolina Strobel, da Antler Brasil; e Camila Potenza, da Mindset Ventures, com moderação de Fabiana Fagundes, da FM/Derraik.

Um dos diferenciais do encontro foi a dinâmica participativa em formato “aquário”, estruturada a partir da pergunta “O que fundadoras, investidoras e corporações ainda não estão dizendo umas às outras?”. A atividade abriu espaço para a participação rotativa de mulheres da audiência em uma conversa sobre expectativas e barreiras existentes nas relações entre os diferentes elos do ecossistema de inovação.

O Women in Venture também levou o debate para oportunidades concretas de negócios. Na sessão de pitches “Conheça startups lideradas por mulheres que merecem estar no radar”, Nexatlas, PilotIn e Vettiva apresentaram suas soluções e perspectivas de crescimento. A iniciativa buscou dar visibilidade a empreendimentos liderados por mulheres e aproximá-los de oportunidades de investimento, parcerias corporativas e expansão.

Tema: Atração de Investimentos Estrangeiros
Mercado: Não se aplica
Setor de Exportação: Não se aplica
Setor de Investimento: Venture Capital e Private Equity
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