Fundo Amazônia completa 18 anos e reúne parceiros para discutir resultados e próximos passos da iniciativa

15/06/2026
Institucional

Por: Comunicação ApexBrasil

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Casa cheia no auditório da ApexBrasil, em Brasília. Representantes do governo federal, embaixadores, pesquisadores, organizações da sociedade civil e executores de projetos de diferentes partes da Amazônia participaram, nesta quinta-feira (11), da abertura do encontro  “Fundo Amazônia 18 Anos: Resultados que Transformam”. O encontro marca o início de dois dias de debates dedicados a revisitar a trajetória do Fundo Amazônia, apresentar resultados alcançados ao longo de quase duas décadas e discutir caminhos para ampliar seu impacto nos próximos anos.

A programação começou ainda pela manhã, quando membros do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA) se reuniram para sua reunião ordinária. Na sequência, foi apresentado um amplo balanço sobre os 18 anos da iniciativa, reunindo dados sobre investimentos realizados, projetos apoiados e resultados obtidos em áreas como combate ao desmatamento, fortalecimento institucional, apoio às comunidades tradicionais e desenvolvimento sustentável.

Esse histórico serviu de ponto de partida para os debates da tarde. Criado em 2008 e administrado pelo BNDES, o Fundo Amazônia financia projetos voltados à prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de iniciativas que promovem a conservação e o uso sustentável da floresta. Ao longo dos anos, o mecanismo se consolidou como uma referência internacional em financiamento ambiental baseado em resultados.

A relação entre conservação ambiental e desenvolvimento econômico esteve presente em praticamente todas as discussões da abertura. É justamente nesse ponto que a ApexBrasil se conecta à iniciativa. A Agência atua na promoção internacional de produtos e serviços brasileiros e apoia cadeias produtivas sustentáveis da Amazônia, contribuindo para que produtos da sociobiodiversidade alcancem novos mercados e gerem renda para comunidades e produtores da região.

Após a cerimônia de abertura, a programação avançou para temas diretamente ligados à execução das políticas apoiadas pelo Fundo Amazônia. A primeira mesa debateu o papel das instituições responsáveis pela prevenção e pelo combate ao desmatamento, reunindo representantes do Ibama, Polícia Federal, Fundo Nacional de Segurança Pública e Corpo de Bombeiros Militar do Acre. Em seguida, o foco passou para a cooperação entre União, estados e municípios na agenda da regularização ambiental, com a participação de órgãos federais, instituições de monitoramento territorial e representantes dos estados da Amazônia Legal.

Ao abrir o evento, a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, destacou que a agenda ambiental também representa uma agenda de desenvolvimento econômico e inclusão produtiva. Segundo ela, a biodiversidade brasileira reúne ativos capazes de gerar renda, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a presença do Brasil nos mercados internacionais. 

A Amazônia não representa apenas conservação. Ela também oferece soluções construídas pelas comunidades tradicionais, pelos pequenos produtores e pela capacidade de transformar biodiversidade em valor econômico. Produtos como castanha, açaí, cacau e sementes carregam identidade, qualidade e rastreabilidade, atributos cada vez mais valorizados pelos consumidores internacionais.
Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil

Na sequência, a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, ressaltou que os resultados alcançados pelo Fundo Amazônia são fruto de uma construção coletiva que reúne governos, sociedade civil e parceiros internacionais. Em sua fala, destacou a governança do mecanismo, a participação dos estados amazônicos e a atuação das centenas de organizações que executam projetos financiados pelo fundo. “Uma das grandes fortalezas do Fundo Amazônia é sua capacidade de reunir diferentes atores em torno de objetivos comuns. São mais de 650 organizações envolvidas nessa trajetória, em um modelo que combina transparência, participação e capacidade de entrega”, disse.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, fez um resgate histórico da criação do fundo e lembrou que a iniciativa nasceu a partir de uma proposta inédita para reconhecer financeiramente países que apresentassem resultados concretos na redução do desmatamento. Para o ministro, a longevidade do mecanismo ajuda a explicar sua relevância. “Uma boa política pública se mede pela sua capacidade de produzir resultados ao longo do tempo. O Fundo Amazônia surgiu de uma ideia inovadora, ganhou reconhecimento internacional e hoje se apresenta como uma experiência consolidada de apoio à conservação das florestas tropicais”, afirmou.

A programação da tarde contou ainda com a presença do embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, da embaixadora da Dinamarca no Brasil, Eva Bisgaard Pedersen, do embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, além de representantes da União Europeia no Brasil e conselheiros da Embaixada do Reino Unido. O evento continua nesta sexta-feira (12), quando os debates estarão voltados à sociobioeconomia, à ciência, tecnologia e inovação e ao papel dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais na conservação da floresta. O encerramento da programação deverá consolidar um balanço dos avanços alcançados pelo Fundo Amazônia e reforçar seu papel na agenda ambiental e de desenvolvimento sustentável do país.

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Mercado: Não se aplica
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Setor de Investimento: Não se aplica
Setor de serviços: Não se aplica
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