Investidores internacionais conhecem potencial brasileiro de SAF na Fenasucro & Agrocana 2026 com apoio da ApexBrasil

14/08/2026
Investimentos

Por: Comunicação ApexBrasil

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Investidores internacionais conhecem potencial brasileiro de SAF na Fenasucro & Agrocana 2026 com apoio da ApexBrasil
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Com novo marco regulatório para o combustível sustentável de aviação, Agência apresenta a investidores estrangeiros vantagens competitivas do Brasil, da diversidade de matérias-primas à experiência em biocombustíveis, e promove imersão na cadeia sucroenergética nacional

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participou da Fenasucro & Agrocana 2026, em Sertãozinho (SP), entre os dias 11 e e 14 de agosto, com uma missão estratégica: transformar o potencial brasileiro para a produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF, na sigla em inglês) em novos projetos e investimentos no país. A agenda ganha impulso com a regulamentação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), que estabelece as bases para a implementação das metas de redução de emissões de gases de efeito estufa nas operações aéreas domésticas por meio do uso de SAF. A política prevê redução mínima de 1% a partir de 2027, avançando progressivamente até 10% em 2037.

Nesse novo cenário regulatório, o Brasil se apresenta como uma importante alternativa para ampliar a oferta mundial de SAF. O país reúne diversidade e disponibilidade de matérias-primas, uma das maiores indústrias de biocombustíveis do mundo, infraestrutura agroindustrial consolidada e empresas, universidades e centros de pesquisa e desenvolvimento com experiência em biocombustíveis e tecnologias de baixo carbono. A matriz elétrica brasileira é mais de 88% limpa e as fontes renováveis representam 50% da matriz energética nacional, características que reforçam as condições para o desenvolvimento de uma indústria de combustíveis sustentáveis.

O potencial das matérias-primas disponíveis dá dimensão à oportunidade. Estudo da Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB) aponta que os resíduos já mapeados no Brasil poderiam viabilizar a produção de até 9 bilhões de litros de SAF, volume equivalente a cerca de 125% do consumo atual de querosene fóssil de aviação no país.

É nesse contexto que a ApexBrasil levou à Fenasucro & Agrocana uma delegação internacional composta por de 11 representantes de empresas e instituições de 7 países para conhecer de perto o ecossistema brasileiro, visitar instalações produtivas e tecnológicas e estabelecer conexões com potenciais parceiros. Países como França, EUA, Austrália, Suíça, Japão, Itália e Países Baixos participaram da delegação. A iniciativa integra uma estratégia de atração de investimentos que combina conhecimento do mercado, interlocução com o poder público, aproximação com empresas e apoio à instalação de projetos no Brasil. As oportunidades prospectadas para a missão representam potencial estimado de US$ 7 bilhões em investimentos.

Carlos Padilla, coordenador de Investimentos da ApexBrasil, apresenta o programa  "Invest in Brasil Biomassa e Biocombustíveis".

Para Carlos Padilla, coordenador de Investimentos da ApexBrasil, a atuação da Agência busca reduzir barreiras à entrada e conectar os investidores aos diferentes atores necessários para transformar oportunidades em projetos concretos no país.

Estamos aqui para promover as oportunidades de investimentos no setor de combustíveis sustentáveis de aviação, SAF. A ApexBrasil veio aqui com 11 empresas de mais de 7 países para conhecer a região, para visitar usinas, se conectar com parceiros. Nós trouxemos também representantes estratégicos do setor público. Estamos atuando como um one-stop-shop para esses investidores poderem trazer os investimentos para o Brasil, criando as parcerias ideais para que esses negócios tenham as melhores condições para se estabelecerem em nosso país.
Carlos Padilla, coordenador de Investimentos da ApexBrasil

A agenda da ApexBrasil na Fenasucro & Agrocana também incluiu painéis sobre políticas públicas e oportunidades de SAF para a cadeia do etanol, alternativas de financiamento, mecanismos de soft landing e reuniões privadas entre investidores e atores brasileiros. A programação reuniu representantes de instituições como os Ministérios de Minas e Energia e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Finep, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Ministério de Minas e Energia (MME), FINEP e agências estaduais de atração de investimentos.

A construção de um ambiente regulatório previsível foi outro ponto central apresentado à delegação. O Brasil acumula experiência na produção em larga escala de etanol e biodiesel e, com o ProBioQAV, avança na criação das condições para incorporar o SAF à trajetória nacional de biocombustíveis. A apresentação realizada durante a missão destacou uma evolução regulatória que parte das discussões iniciadas no âmbito do ProBioQAV, passa pela Lei do Combustível do Futuro e chega à regulamentação do programa e à entrada das metas obrigatórias a partir de 2027.

Laís Forti Thomaz, representante do Ministério de Minas e Energia, ressaltou que a combinação entre capacidade produtiva e segurança regulatória fortalece a posição brasileira na atração de capital.

“Contamos como o Brasil tem se tornado esse país epicentro dos investimentos de SAF. Sabemos nosso potencial na área de biocombustíveis, como os maiores produtores de etanol, biodiesel. Temos muito potencial para aumentar essa produção com os combustíveis sustentáveis de aviação navegação. Foi importante mostrar que estamos criando um ambiente regulatório seguro para atrair esses investimentos.”

A previsibilidade das regras também é considerada fundamental pelas empresas que já trabalham para desenvolver projetos no mercado brasileiro. Maíra Peruzzo, gerente de Relações Governamentais e Institucionais da Acelen, destacou a importância da articulação promovida pela ApexBrasil entre os diferentes agentes envolvidos na construção dessa nova indústria.

“O apoio da Apex, junto a uma delegação altamente qualificada, foi fundamental para nós chegarmos nesse marco, porque, através de um ambiente com previsibilidade regulatória, com diálogo e com um incentivo para as relações internacionais, que seguimos avançando e desenvolvendo esse novo setor da indústria para o nosso país, que alavanca tantas oportunidades com vieses para a bioeconomia.”

A capacidade de aproximar desenvolvedores internacionais da cadeia brasileira é especialmente relevante em um mercado que exige escala, tecnologia, matéria-prima e parceiros locais. Yuri Orse, Líder estratégico da Jet Zero no Brasil, destacou o papel dessas conexões para viabilizar novos projetos.

“Nós, como desenvolvedores de SAF, uma empresa da Austrália com experiência e vários projetos em andamento, temos um grande interesse em desenvolver esse mercado também no Brasil, trazer a nossa experiência, mas isso só acontece com parceiros e acho que esse papel da Apex Brasil, nos conectando com o setor, trazendo aqui usinas, empresas do setor sucroenergético. Isso é essencial para a gente viabilizar um projeto aqui no Brasil e destravar todo esse potencial que o Brasil tem.”

A Fenasucro & Agrocana funciona, nesse contexto, como ponto de encontro entre investidores, indústria, fornecedores de tecnologia e setor público. A edição de 2026 reúne mais de 600 marcas expositoras e recebe visitantes de mais de 80 países, segundo a organização.

Para Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, a força tecnológica construída pela cadeia sucroenergética brasileira abre espaço para que a região participe também da próxima etapa da transição energética.

“Essa oportunidade que o Brasil tem na mão, de continuar sendo protagonista da transição energética global, e isso acontecer a partir de Sertãozinho, nunca esteve tão evidente. Com mais de 600 marcas expostas, mais de 80 países visitando a feira, e mais de 30 mil pessoas nos 4 dias de evento, vão mostrar para o mundo que aqui nasce a tecnologia sucroenergética mundial, capaz de fazer com o que o Brasil tenha cada vez mais protagonismo exportando nossas tecnologias.”

 

Do canavial à inovação: visitas mostram aos investidores a cadeia brasileira de bioenergia

Além dos painéis e das reuniões de negócios na Fenasucro & Agrocana, a ApexBrasil estruturou uma agenda de visitas técnicas para que os investidores conhecessem, na prática, diferentes elos do ecossistema brasileiro de bioenergia. A programação incluiu duas usinas de produção de açúcar e etanol em larga escala, São Martinho e Viralcool, além do Museu da Cana e do SENAI Sertãozinho. A visita à São Martinho permitiu conhecer uma operação que processa 10,5 milhões de toneladas de cana por safra, enquanto a Viralcool apresentou aos participantes sua produção de etanol e as práticas da cadeia sucroenergética.

Visita da delegação da ApexBrasil ao Museu da Cana.

No Museu da Cana, a delegação percorreu a trajetória da cultura que ajudou a transformar a economia brasileira, da produção histórica de açúcar à consolidação do etanol e às novas perspectivas abertas pelo SAF. Já no SENAI Sertãozinho, um dos cinco maiores complexos de educação profissional do mundo e o maior da América Latina, os investidores conheceram a infraestrutura tecnológica e o laboratório de fermentação alcoólica, aproximando a agenda de investimentos das competências brasileiras em formação profissional, pesquisa e inovação.

Segundo Guilherme Machado, especialista de Investimentos da ApexBrasil, colocar os investidores em contato direto com a produção permite demonstrar tanto a experiência brasileira acumulada no etanol quanto as possibilidades de aproveitamento dessa base para a nova indústria de SAF.

O Brasil pode ter um novo salto tecnológico o SAF a partir do etanol, e assim poderemos abastecer também aviões pelo mundo. Muito importante fazermos as visitas com os estrangeiros, para eles poderem ver não apenas que a produção de etanol é uma tecnologia 100% brasileira, como também que o Brasil tem todo o potencial de matérias primas para produção desse novo combustível, o SAF. Os investidores também puderam ver que somos um país totalmente sustentável, desde a plantação até a produção.
Guilherme Machado, especialista de Investimentos da ApexBrasil

Na Viralcool, a agenda permitiu aos participantes observar de perto a eficiência produtiva e as práticas de sustentabilidade da indústria sucroenergética. Frederico Pignata, gerente de Negócios da Viralcool, avaliou que a atração de capital internacional para a transição da aviação representa uma oportunidade estratégica para o país.

Investidores e equipe da ApexBrasil visitam uma das maiores usinas de açúcar e álcool do país.

“O setor precisa dessa transformação, este movimento que limpa a aviação brasileira e mundial. A sustentabilidade é o carro chefe do Brasil. Eu acredito que esses investimentos que vem do exterior, focando em nosso processo e as práticas sustentáveis que temos no setor, é estratégico para o nosso país. Mostramos aos investidores o quanto somos eficientes e sustentáveis.”

Com a experiência acumulada na produção de biocombustíveis, abundância de biomassa, infraestrutura agroindustrial e um ambiente regulatório em consolidação, o Brasil busca agora converter vantagens comparativas em capacidade produtiva e investimentos. A estratégia da ApexBrasil é aproximar esse potencial do capital, das tecnologias e dos parceiros internacionais necessários para que novos projetos de SAF saiam do papel e contribuam para posicionar o país entre os protagonistas da descarbonização da aviação mundial.

Tema: Atração de Investimentos Estrangeiros
Mercado: América do Norte — Ásia (Exclusive Oriente Médio) — Europa — Oceania
Setor de Exportação: Não se aplica
Setor de Investimento: Energias renováveis
Setor de serviços:
Erro: