Indonésia habilita 14 novos frigoríficos brasileiros para exportação

30/01/2026
Notícias do Agro

Por: Comunicação ApexBrasil

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Indonésia habilita 14 novos frigoríficos brasileiros para exportação
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O Brasil acaba de ter a confirmação de que 14 novas plantas de frigoríficos do país estão habilitadas a exportar para a Indonésia. A notícia chegou em meio a participação do Brasil na Grulfood, maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, que ocorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Em parceria com diversas entidades representativas de setores estratégicos, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lidera a delegação brasileira com o número recorde de 192 empresas no evento que começou na última segunda-feira (26).

Nesta quinta-feira (29), o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, conduziu em Dubai, ao lado do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério Agricultura e Pecuária (MAPA), Luis Rua, do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Roberto Perosa, e empresários do setor de carne bovina, reunião sobre o cenário do setor no mercado internacional tendo em vista as cotas implementadas pela China, os recordes de exportação em 2025, a conquista de mais espaço no mercado Indonésio e boas perspectivas para 2026.

No final do ano passado nós tivemos uma missão presidencial na Indonésia, com o presidente Lula, onde realizamos um encontro empresarial lá. Juntos, o ministro Carlos Fávaro, o secretário Luis Rua e nós todos trabalhamos para ampliar o número de empresas que vendem carne bovina para a Indonésia, que é um dos maiores países da Ásia, com mais de 300 milhões de habitantes. Hoje então, acaba de sair a habilitação de 14 novas plantas de frigoríficos que poderão vender diretamente a nossa carne bovina para a Indonésia. O mercado da Indonésia é tão importante quanto o da China.
Jorge Viana, presidente da ApexBrasil

Segundo Viana, muitos consumidores brasileiros tinham medo de que se o Brasil exportasse muita carne não haveria produto para o consumo interno e que o preço poderia subir. No entanto, ele afirma que, com base nos dados, o consumo interno está aumentando e as vendas externas também, inclusive com recordes. De acordo com dados da ABIEC, entre janeiro e novembro o Brasil exportou 3,15 milhões de toneladas, alta de 18,3% em relação ao mesmo período de 2024, com receita de US$ 16,18 bilhões, crescimento de 37,5%.

 “O déficit de carne bovina no mundo é estrutural, é realidade, e o Brasil passa por um processo de ganho de produtividade com a aplicação de novas tecnologias. Esse ganho de produtividade garante tanto o abastecimento interno como gera excedentes substanciais para que o Brasil participe do mercado global que, por sua vez, possibilita a gente retroalimentar toda a cadeia produtiva trazendo valor até o produtor”, complementou o diretor executivo de Originação e Confinamentos da JBS Friboi, Eduardo Pedroso.   

Com relação às cotas implementadas pela China para limitar a importação de carne bovina, o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, reforçou que a Associação está procurando, junto ao governo, formas de mitigar o impacto da medida. “O Brasil tem aberto novos mercados, novas oportunidades, mas ainda assim o volume que vai para a China é grande. Estamos fazendo novas tratativas para buscar equilibrar o mercado interno e externo e mitigar o impacto que essa decisão chinesa pode ter”, disse. “Estamos levando dados e estudos para que o governo possa tomar a melhor decisão. Nós entendemos que tendo uma dosagem das exportações traz um equilíbrio e menor volatilidade tanto no mercado interno quanto nas vendas externas”, completou, reforçando que a medida não foi só para o Brasil, mas para todos os exportadores de carne bovina.

Desde 1º de janeiro de 2026, a China implementou novas cotas e tarifas para a importação de carne bovina, visando proteger produtores locais. O Brasil, que é o maior fornecedor, terá uma cota de 1,1 milhão de toneladas em 2026, com tarifas de 55% sobre o volume excedente. Essa medida vale até 2028. 

 

Cenário promissor

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, Luis Rua, as perspectivas para o setor em 2026 são promissoras. “Fechamos 2025 com 525 novos mercados abertos para o agro brasileiro desde o início do governo Lula, em 2023. Só em janeiro deste ano foram nove novos mercados. Tudo isso fruto dessa diplomacia cada vez mais ativa”, afirmou. “Para a carne bovina foram 27 novos mercados abertos desde 2023. Só no ano passado foram 11 e, para 2026, temos perspectivas bastante positivas. Queremos explorar o mercado da Coréia do Sul, que tem bastante interesse na nossa pecuária; o Japão virá em março auditar o sistema brasileiro de inspeção, o que poderá abrir oportunidades com esse mercado; e tivemos essa notícia hoje dos novos 14 estabelecimentos aptos a exportarem para a Indonésia, uma ótima conquista. É um trabalho que não para”, disse.  

Rua concluiu com mensagem aos pecuaristas pedindo que continuem acreditando no trabalho que está sendo feito a muitas mãos. “Tudo que a gente faz é com muito carinho para que a gente possa gerar resultado para nossa pecuária, mesmo com todas as adversidades”, pontuou. 

 

Presença recorde na Gulfood

O Brasil tem se destacado na Gulfood 2026 com delegação composta por 192 empresas - número recorde. Com cerca de 8,5 mil expositores de 130 países, esta edição do evento deve receber mais de 150 mil visitantes. A expectativa é que os negócios gerados no evento ultrapassem US$ 3,5 bilhões.

A presença brasileira na Gulfood é coordenada pela ApexBrasil em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDIR), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira da Indústria de Pescados (ABIPESCA) e União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES).

 

Assessoria de imprensa ApexBrasil

imprensa@apexbrasil.com.br

Tema: Promoção Comercial
Mercado: Ásia (Exclusive Oriente Médio) — Oriente Médio
Setor de Exportação: Alimentos, Bebidas e Agronegócios
Setor de Investimento: Não se aplica
Setor de serviços:
Erro: