Exporta Mais Brasil gera mais de R$ 36 milhões em negócios para pulses e grãos em Mato Grosso

13/04/2026
Exporta Mais Brasil

Por: Comunicação ApexBrasil

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Exporta Mais Brasil gera mais de R$ 36 milhões em negócios para pulses e grãos em Mato Grosso
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Edição realizada em Cuiabá reuniu 13 compradores internacionais de sete países, promoveu visitas técnicas no interior do estado e gerou mais de 9.3 milhões de reais em negócios imediatos além de 26,86 milhões de reais de negócios projetados para os próximos 12 meses

O Programa Exporta Mais Brasil encerrou, em Cuiabá (MT), a edição dedicada ao setor de grãos com resultados que reforçam o potencial de Mato Grosso como vitrine da produção brasileira para o mercado internacional. Iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a ação reuniu 13 compradores de sete países, promoveu 104 reuniões de negócios e alcançou US$ 1,75 milhão em negócios imediatos, o equivalente a R$ 9,3 milhões. A expectativa para os próximos 12 meses é de mais US$ 5.02 milhões o que equivale a cerca de R$ 26,86 milhões.

Além dos encontros comerciais, a programação incluiu visitas técnicas que permitiram aos compradores internacionais conhecer de perto a produção local, os processos adotados pelas empresas e a capacidade de atendimento da oferta mato-grossense. Focada principalmente em feijões, gergelim e amendoim, a Edição incluiu visitas técnicas a fábricas de beneficiamento de grãos e também a plantações no estado.

Entre os compradores participantes, a experiência em campo foi apontada como um diferencial da iniciativa. Para Kobe He, da Beijing Prime Source Corporation, da China, a agenda revelou novas possibilidades de negócios e ampliou sua percepção sobre a competitividade do estado. “É a minha primeira vez em Mato Grosso, e a experiência tem sido muito interessante. Já conhecia o Brasil, mas aqui encontrei uma nova realidade, com grande potencial para os negócios do agro. Fiquei impressionado com a escala da produção, a eficiência do cultivo mecanizado e as possibilidades para produtos como gergelim e feijões”, afirmou.

“A missão ao Brasil foi concluída com muito sucesso e gerou resultados bastante positivos para a comitiva chinesa. Tivemos a oportunidade de conhecer de perto a modernização da agricultura brasileira e o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva, o que nos trouxe aprendizados muito relevantes. Ao longo da visita, também fortalecemos a confiança mútua, estabelecemos contato com fornecedores locais qualificados e avançamos na assinatura de contratos de compra. Somos muito gratos pela recepção e pela coordenação da agenda e esperamos aprofundar essa colaboração no futuro, com novos resultados para os dois lados”, afirmou Agnes Li, representante da empresa Guoren Biotechnology, outra compradora chinesa que participou do programa. 

Do lado brasileiro, a visita dos compradores também foi vista como uma oportunidade concreta de apresentar, no próprio território, a força da agricultura nacional. “Desta vez, tivemos a oportunidade de mostrar a força da agricultura brasileira e o potencial de Mato Grosso. Levamos os compradores para visitar nossas instalações em Nova Ubiratã e apresentar de perto como a cultura do amendoim vem crescendo na região. Esse programa é muito importante para mostrar a qualidade do nosso produto e a força que o agro brasileiro vem ganhando nos últimos anos. E, felizmente, já estamos encerrando a agenda com bons negócios”, destacou Pablo Rivera da Beatrice Peanuts, empresa que recebeu a comitiva internacional em sua fábrica e plantação.

As rodadas de negócios aprofundaram esse contato iniciado nas visitas técnicas e abriram espaço para conversas mais direcionadas entre oferta e demanda. Mais do que aproximar compradores e vendedores, os encontros permitiram avaliar requisitos técnicos, alinhar expectativas comerciais e identificar fornecedores com maior aderência às exigências de mercados estratégicos.

Para Wouter Prummel, da Daarnhouwer, as reuniões foram importantes justamente por permitir uma análise mais precisa sobre a preparação das empresas brasileiras para atender o mercado europeu. “Até agora, a experiência tem sido muito positiva, especialmente pelas visitas técnicas aos exportadores, que permitiram conversas importantes sobre qualidade e exigências do mercado europeu. Para nós, o controle de resíduos de defensivo  é um ponto central, porque a Europa trabalha com limites muito rigorosos. A rodada de negócios é uma oportunidade para aprofundar esse diálogo, entender se os exportadores brasileiros já têm experiência com embarques para a Europa e apresentar com mais clareza o padrão de qualidade que buscamos. Vejo um grande potencial no Brasil e acredito que, se os exportadores estiverem prontos para atender a esses requisitos, nós também estaremos prontos para importar.”

A mesma percepção apareceu nas conversas com outro comprador europeu, Oswel Pereira, da empresa Mintas, que destacou o valor do formato das rodadas um a um para tornar mais qualificado o processo de seleção de fornecedores. “As reuniões têm sido muito proveitosas porque permitem conversas mais aprofundadas com as empresas brasileiras. Esse formato ajuda a entender melhor como elas trabalham, quais processos já têm estruturados e se estão preparadas para atender mercados mais exigentes”, afirmou. Segundo ele, neste momento, mais importante que discutir preço é identificar quais empresas já conseguem cumprir requisitos fitossanitários e de qualidade, especialmente em relação aos limites de resíduos de defensivos exigidos pela Europa. O comprador também ressaltou que a sustentabilidade é um dos pilares observados por sua empresa, embora esse seja um aspecto que demande mais tempo de análise e amadurecimento na relação comercial.

Do lado das empresas brasileiras, as rodadas também foram vistas como uma oportunidade estratégica para abrir novas frentes comerciais e apresentar, de forma mais direcionada, a capacidade produtiva nacional a compradores de diferentes mercados. As rodadas, abertas para empresas de todo o país, contaram com 27 empresas participantes, das quais 17 delas possuem operação no Mato Grosso. Para a Cooperativa Casul, exportadora de amendoim e óleo de amendoim, os encontros permitiram prospectar novos parceiros e ampliar o alcance internacional do produto brasileiro.

“Viemos ao Exporta Mais Brasil com o objetivo de conhecer novos parceiros e ampliar a presença do amendoim brasileiro em mais mercados. Tivemos a oportunidade de conversar com empresas de diferentes países, como Holanda, África do Sul e China, e até de abrir possibilidades com mercados que ainda não alcançávamos, como Indonésia e outros destinos da Europa. Para a cooperativa, esse tipo de rodada é muito importante porque fortalece a prospecção comercial e amplia as oportunidades para levar nossos produtos a novos destinos”, afirmou Letícia, representante da Cooperativa Casul.

A edição de pulses e grãos em Mato Grosso integra a agenda 2026 do Exporta Mais Brasil, programa criado para aproximar o comércio exterior da base produtiva nacional e trazer compradores internacionais para conhecer, no Brasil, a oferta de diferentes setores.

“Esta edição mostrou, na prática, a força de Mato Grosso como território estratégico para a promoção comercial do agro brasileiro. Ao trazer compradores internacionais para conhecer de perto nossa produção, o Exporta Mais Brasil amplia a confiança na oferta local, aproxima empresas de mercados exigentes e cria condições concretas para a geração de negócios. Mais do que uma rodada comercial, é uma oportunidade de mostrar competitividade, escala, qualidade e capacidade de resposta do estado ao mercado internacional.
Jurandy Campos, Representante da ApexBrasil no Mato Grosso
Tema: Promoção Comercial
Mercado: América do Sul — Ásia (Exclusive Oriente Médio) — Europa
Setor de Exportação: Alimentos, Bebidas e Agronegócios
Setor de Investimento: Não se aplica
Setor de serviços:
Erro: