Perfil de Comércio e Investimentos Japão 2026 destaca dados de comércio bilateral, investimentos e oportunidades para os produtos brasileiros
O Japão segue como um dos parceiros mais tradicionais e estratégicos do Brasil, com um mercado de alto valor para empresas que buscam expansão na Ásia. São 123,1 milhões de habitantes e um PIB de aproximadamente US$ 4,5 trilhões, que posicionam o país na 4ª posição entre as maiores economias do mundo. O Japão mantém uma forte demanda por alimentos, energia e insumos industriais, ao mesmo tempo em que é referência global em tecnologia e inovação.
Para destrinchar as relações entre Brasil e essa potência asiática, a equipe de Inteligência de Mercado da ApexBrasil atualizou o Perfil de Comércio e Investimentos Japão 2026, destacando as oportunidades para os produtos brasileiros naquele país. Em 2025, a corrente de comércio Brasil–Japão alcançou US$ 11,6 bilhões, e as exportações brasileiras para o país chegaram a US$ 5,5 bilhões, com o Japão figurando na 12ª posição entre os principais destinos dos nossos produtos.
Entre os principais produtos embarcados estão commodities como café, minério de ferro, carnes de aves, carnes suínas e alumínio, que juntos representam mais da metade das vendas brasileiras ao país. O estudo mostra ainda que, apesar do crescimento moderado do consumo interno japonês (0,8% ao ano de 2021 a 2025), o país segue sendo um dos maiores consumidores globais de alimentos e tende a direcionar 17,8% do orçamento familiar para alimentação em 2026. Isso reforça o potencial para ampliar exportações brasileiras de proteínas, cafés especiais, frutas e itens premium. Alguns casos já despontam: as exportações de carne suína brasileira cresceram quase 59% ao ano entre 2021 e 2025, tornando o Japão o terceiro maior destino desse produto no período.
O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identifica 309 produtos com potencial no mercado japonês, abrangendo desde matérias em bruto, como madeira e amendoins, passando por alimentos, como concentrados de café e mel, além de máquinas, equipamentos e ferramentas. Doze projetos setoriais da Agência já atuam no mercado japonês, com foco em agronegócio, economia criativa, serviços, tecnologia e multissetorial, indicando frentes concretas para expansão.
Apesar das muitas oportunidades, o acesso ao mercado japonês segue desafiador por se tratar de um país altamente regulado e exigente. Ainda assim, negociações estão em andamento, com resultados positivos: entre 2024 e 2025, foram divulgadas as aberturas dos seguintes mercados para produtos do agronegócio brasileiro no Japão: abacate hass; farelo de mandioca; feno; polpa cítrica desidratada; produtos à base de gordura de aves, suínos e bovinos; e castanha-da-Amazônia. O mercado da carne bovina também pode esperar bons resultados: as autoridades japonesas devem realizar uma auditoria sanitária no Brasil em março de 2026, como parte do processo de abertura de mercado.
Investimentos e parcerias estratégicas
Além de parceiro comercial, o Japão é também um investidor consolidado no Brasil: foi o segundo maior investidor asiático no Brasil em 2024, atrás apenas da China (US$ 41,0 bilhões), e o 11º maior investidor do mundo no país. O estoque de IED japonês atingiu US$ 32,6 bilhões em 2024, segundo maior valor histórico, com crescimento médio anual de 5% desde 2015. Grandes conglomerados como Toyota, Honda, Nissan, Mitsubishi, Mitsui, Marubeni e Sumitomo mantêm presença significativa no país e ampliam investimentos em energia renovável, infraestrutura, química, mineração e tecnologia da informação.