Em entrevista, Diretora de Negócios da ApexBrasil apresenta compromisso da Agência com a igualdade de gênero

Em entrevista, Diretora de Negócios da ApexBrasil apresenta compromisso da Agência com a igualdade de gênero

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Ana Repezza falou sobre a iniciativa em live promovida por empresa global de apoio a investimentos estrangeiros diretos 

Nesta quarta-feira (12), a Diretora de Negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Ana Repezza, foi a terceira entrevistada da iniciativa “Rumo à Igualdade de Gênero em Investimentos Estrangeiros Diretos (FDI)”. A conversa se deu via LinkedIn e foi promovida pelo FDI Center, uma empresa global de assessoramento na área de FDI.  

Ana, que é funcionária de carreira da Apex desde 2009, começou destacando o grande desafio que temos à frente. “Queremos reposicionar o Brasil no mundo e apresentar o que o país tem de melhor em termos de sustentabilidade ambiental e social”, explicou. Alcançar a paridade de gênero em nossas iniciativas, continuou ela, faz parte desse propósito. 

Andrea Dressler, do FDI Center, elogiou a consistência do recém-lançado compromisso da Agência com a equidade de gênero, contando também que é o único do tipo que ele conhece em agências similares à Apex. Ana lembrou que o texto está embasado em estudos de organismos como Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio: “todos afirmam que incluir mais mulheres na economia é a melhor maneira de impulsionar o desenvolvimento”, frisou.

Evidências

A diretora Ana Repezza apresentou evidências que reforçam a importância de aumentar a presença de mulheres nos negócios internacionais. “Inclui-las nos fluxos de comércio exterior e de investimentos estrangeiros diretos tem impactos imediatos, como a geração de mais riqueza e renda para essas companhias. E também produz, no futuro, o que chamamos de impactos intergeracionais”, resumiu.

Em geral, companhias exportadoras e inseridas em cadeias globais de valor pagam melhores salários que aquelas que não exportam. Assim, continuou ela, trazer mulheres para esse tipo de atividade, especialmente para posições de liderança, impacta no ganho de renda delas e do país como um todo.  

A outra evidência trazida por Ana, com base em dados das Nações Unidas, é que quando mulheres têm acesso a trabalhos que pagam melhor por suas habilidades e, portanto, aumentam sua renda, tendem a investir parte disso em nutrição e educação para os filhos. Então, a inclusão de mais mulheres nos negócios internacionais impacta as próximas gerações, ao aumentar a chance de que essas crianças acessem empregos melhores no futuro.

Dentro e fora da Casa

Lançado no último dia 13 de março, o compromisso com a igualdade de gênero foi muito bem recebido por ministérios, associações e outros stakeholders da Agência, mas especialmente pelas companhias apoiadas pela ApexBrasil que são lideradas por mulheres. Hoje, elas são mais de 300. “Isso mostra que fizemos a coisa certa ao lançar esse documento”, celebrou a diretora. 

O compromisso endereça tanto a governança da Agência quanto os programas ditos “finalísticos”, desenvolvidos junto dos setores produtivos. Ana lembrou que o exemplo deve vir de dentro. “Queremos que seja um compromisso de toda a Casa, não importa quem esteja no board. Se não temos paridade de gênero aqui, como podemos pedir para que outros façam?”, questionou. Hoje, mais de 40% dos cargos de liderança da ApexBrasil já são ocupados por mulheres. 

Para concretizar os compromissos assumidos, a Casa está desenhando o projeto “Mulheres e Negócios Internacionais”, a ser lançado no início de junho. Ele deverá contemplar as principais áreas de atuação da Agência - promoção de exportações, internacionalização de empresas, construção de capacidades e atração de investimentos estrangeiros diretos. “Teremos uma ‘lente’ especial de gênero em todos esses programas”, resumiu.

Ana comentou que há várias formas de promover a equidade, e mesmo ações simples podem contribuir com esse objetivo. Por exemplo, nos critérios de elegibilidade para a participação de parceiros em missões comerciais. “Um dos parâmetros poderia ser a existência de mulheres em posições de lideranças naquela empresa. Não seria um critério de exclusão, mas um diferencial, de maneira que a companhia ganhará mais pontos na etapa de ranqueamento”, explicou a diretora.

Expectativas

Ana realçou que o compromisso da ApexBrasil não deve ser um obstáculo para a vinda de companhias estrangeiras ao Brasil. Pelo contrário: “por muitos anos, temos procurado por investimentos que preencham os parâmetros de ESG (ambiental, social e governança). Muitos investidores já aderem a isso. O que fizemos agora foi colocar tudo isso em um documento e nos comprometer publicamente com essas diretrizes”.

Para finalizar, a diretora compartilhou um desejo: o de que o programa Mulheres e Negócios Internacionais possa terminar um dia. Para ela, o principal indicador de sucesso da iniciativa será justamente quando ela não for mais necessária. “Sei que é um objetivo de longo prazo, mas meu desejo é que um dia o programa não seja mais necessário, e que as empresas lideradas por mulheres sejam selecionadas para as nossas ações como quaisquer outras”, finalizou.

 

Foto: Van Campos

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