Programa Exporta Mais Brasil leva compradores internacionais à Wine South America 2026

08/05/2026
Exporta Mais Brasil

Por: Comunicação ApexBrasil

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Começou nesta segunda-feira (11), na Serra Gaúcha, a edição do Exporta Mais Brasil voltada aos setores de vinhos e espumantes. A iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizada em parceria com o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (CONSEVITIS-RS), por meio do projeto setorial Wines of Brazil, reúne sete compradores internacionais vindos do Japão, China, Rússia, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Singapura em uma imersão pela vitivinicultura brasileira, conectando mercados estratégicos a produtores nacionais em uma das regiões mais emblemáticas do vinho no país.

A escolha da Serra Gaúcha como ponto de partida da agenda não é por acaso. Berço da vitivinicultura brasileira, a região concentra tradição, inovação e uma produção reconhecida internacionalmente, especialmente no segmento de espumantes — hoje o principal destaque brasileiro no mercado externo. Entre vinhedos, vinícolas históricas e paisagens marcadas pela imigração italiana, o território se consolidou como a principal porta de entrada para quem deseja compreender a diversidade e o potencial do vinho brasileiro.

Esse potencial vem se refletindo também nos números. Em 2025, as exportações brasileiras de vinhos e espumantes alcançaram US$ 13,3 milhões, crescimento de 26,14% em relação ao ano anterior, segundo dados consolidados pelo Wines of Brazil, com base no Comex Stat, plataforma oficial de estatísticas de comércio exterior do MDIC. O principal impulso veio dos espumantes, que registraram aumento de 37,85% em valor exportado. Paraguai, Estados Unidos, Haiti e Japão aparecem entre os principais destinos dos rótulos brasileiros — um movimento que reforça o espaço crescente do país em mercados internacionais cada vez mais atentos à qualidade e à identidade dos produtos nacionais.

Foi nesse cenário que os compradores internacionais iniciaram a agenda de imersão no setor. O primeiro dia de programação começou na Miolo, em Bento Gonçalves (RS), com um seminário de boas-vindas que apresentou a atuação das instituições parceiras e o panorama atual da vitivinicultura brasileira. A visita técnica pela vinícola marcou o primeiro contato dos participantes com a produção nacional e com a história de uma empresa que ajudou a consolidar a imagem do vinho brasileiro dentro e fora do país.

A Miolo carrega em sua trajetória parte da própria evolução do setor no Brasil. Originada da tradição da imigração italiana na Serra Gaúcha, a vinícola se tornou referência nacional na produção de vinhos finos e espumantes, acompanhando a transformação da região em um polo reconhecido pela qualidade, tecnologia e capacidade de inovação.

A programação seguiu com uma masterclass conduzida pelo sommelier Maurício Roloff, que apresentou aos compradores uma seleção de espumantes, vinhos brancos e tintos de diferentes regiões produtoras do país. Ao longo da degustação, os participantes percorreram terroirs que vão da Serra Gaúcha à Campanha Gaúcha, passando pelo Vale do São Francisco, no Nordeste.

“A gente está recebendo aqui na Serra Gaúcha um grupo de compradores internacionais e, numa degustação como essa, fica claro que eles não vieram ao Brasil apenas para confirmar a qualidade do vinho brasileiro — porque essa qualidade já é reconhecida internacionalmente. O mais interessante é a oportunidade de descobrir a diversidade da nossa produção”, afirmou o sommelier Maurício Roloff.

“Estamos falando de diversidade de uvas, de métodos de vinificação, de viticultura e de terroirs. E a Serra Gaúcha é o lugar certo para essa imersão, porque concentra cerca de 80% da produção nacional e funciona como um grande centro de descoberta do vinho brasileiro. Eles vão visitar vinícolas, conhecer vinhedos, fazer negócios, mas sobretudo se surpreender com a diversidade do setor”, completou.

A aula também destacou um dos principais diferenciais competitivos do vinho brasileiro: a diversidade produtiva. O Brasil reúne condições climáticas variadas, diferentes altitudes e modelos de cultivo que permitem desde a produção de espumantes de alta acidez e frescor na Serra Gaúcha até colheitas múltiplas no Vale do São Francisco, característica rara na vitivinicultura mundial. Somam-se a isso décadas de pesquisa da Embrapa, que contribuíram para o desenvolvimento de variedades adaptadas às condições brasileiras e para o avanço tecnológico do setor.

Ao longo da semana, a agenda do Exporta Mais Brasil seguirá aprofundando essa experiência. Os compradores internacionais visitarão vinícolas tradicionais e boutique da região, como as Vinícola Salton, Lídio Carraro, Vinícola Larentis e a Cave Antiga, em uma programação que combina degustações, experiências enogastronômicas e aproximação comercial.

O ponto alto da agenda de negócios acontecerá durante a Wine South America 2026, quando empresas brasileiras participantes do Wines of Brazil se reunirão com os compradores internacionais em rodadas de negócios voltadas à ampliação das exportações e à abertura de novos mercados para os vinhos e espumantes brasileiros.

Mais do que apresentar rótulos, o Exporta Mais Brasil Vinhos e Espumantes busca ampliar a presença do setor brasileiro em mercados estratégicos e fortalecer a imagem do país como produtor competitivo no cenário internacional. Em uma indústria que combina tradição, inovação e diversidade de terroirs, a expectativa é que a imersão na Serra Gaúcha aproxime compradores da identidade do vinho brasileiro — e abra novas oportunidades de negócios para as vinícolas nacionais.

Tema: Promoção Comercial
Mercado: América do Norte — Ásia (Exclusive Oriente Médio) — Europa
Setor de Exportação: Alimentos, Bebidas e Agronegócios
Setor de Investimento: Não se aplica
Setor de serviços:
Erro: